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15 tendências de parques (temáticos, aquáticos, naturais) e atrações

O Sindepat Summit 2022, no Wish Serrano, em Gramado (RS),  preparou 15 tendências do setor de parques temáticos, parques aquáticos, parques naturais e atrações, baseado nas apresentações, debates e entrevistas feitas no evento.

Divulgação
Carolina Negri e Murilo Pascoal comandaram o Sindepat Summit em Gramado
Carolina Negri e Murilo Pascoal comandaram o Sindepat Summit em Gramado

Arquivo Cataratas SA

Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu

1 – Parques naturais são a próxima fronteira do Turismo
A nova concessão do Parque Nacional de Iguaçu marca uma nova fase da exploração turística aliada à preservação dos parques naturais no Brasil. Somente o BNDES tem 54 projetos estruturados para parques, sendo que dez para este ano, incluindo o de Iguaçu. Programas estaduais e municipais têm outros 30 projetos em suas carteiras. No Brasil, há 570 unidades de conservação e um potencial enorme para a criação de atrativos turísticos ligados à natureza, sob a forma de concessão. São 78 milhões de hectares de área protegida no continente e outros 92 milhões de área marinha, sob coordenação do ICMBio. Mirando em exemplos como Estados Unidos, África do Sul e Costa Rica, o Brasil tem tudo para liderar esse segmento no futuro e levar desenvolvimento para diversas regiões do País. A parte mais difícil já passou, com as primeiras concessões sendo renovadas de forma mais moderna e com maior potencial comercial. Fique atento nos projetos de sua cidade ou região. Os parques naturais são a próxima fronteira do Turismo. Faça parte disso.

2 – Gramado e Foz do Iguaçu no topo
A região de Gramado e Canela conta com mais de 100 parques e atrações turísticas e elas não param de aumentar. Depois do Skyglass, aberto em plena pandemia, e de diversas atrações nos últimos dois anos, vêm aí um parque aquático indoor da Cristais de Gramado, uma roda gigante no Mundo a Vapor, e o Parque da Mônica. Também é grande a expectativa para as melhorias e estruturação no parque de Aparados da Serra, concessionado para a Urbia (Construcap), na região de Cambará do Sul.
Já em Foz do Iguaçu, a concessão para o consórcio Novo PNI vai alavancar ainda mais o destino, que já vive um momento de melhorias em infraestrutura, de rodovias a hotéis, do aeroporto a novos atrativos.
Aposte em Gramado e Foz do Iguaçu. O retorno é garantido.

Divulgação/Gramado Parks

Projeto do Acquaventura

Projeto do Acquaventura

3 – Parques aquáticos no Nordeste
Outra tendência que promete mudar o panorama de parques no Nordeste é a chegada de novos equipamentos, alguns já anunciados, como os parques de Pernambuco (Acquaventura, na Praia de Carneiros) e na Paraíba (Surf World Park). A região já teve parques que não vingaram, como no Rio Grande do Norte e Salvador, mas os modelos atuais (veja o item 5) prometem levar mais diversão e entretenimento à beira mar.

4 – Tecnologia para complementar e facilitar a experiência
Parques e atrações precisam abraçar o digital. A experiência física precisa ser complementada, melhorada e ampliada via ferramentas digitais. Apps para guiar nos parques ou para fazer pagamentos (como de refeições ou de aluguel de serviços – lockers, por exemplo), interação digital (com realidade virtual ou aumentada), filas virtuais, avisos no celular…há muito o que fazer para acabar com a imagem de filas, tempo perdido e falta de planejamento para visitar uma atração ou parque.

5 – Residência + entretenimento
Moradia (seja a primeira ou segunda residência) mais entretenimento (gastronomia, lazer e até parques). Aposte nessa tendência, ainda mais com o crescimento dos projetos de tempo compartilhado, que enxergaram na união como o lazer uma forma de crescer e levar mais negócios para diversas regiões do Brasil.
Francisco Costa Neto, da BetaAdvisory, e ex-CEO da Aviva, fez uma palestra sobre o tema no Sindepat Summit. Os projetos que unem o setor imobiliário ao entretenimento, de acordo com ele, estão super alinhados com os desejos pós-pandemia: compartilhamento de tudo (mobilidade, trabalho, propriedade), aderência à tecnologia, descentralização dos negócios dos grandes centros, busca por bem estar e lazer, busca por espaços e contato com a natureza, residir e trabalhar em qualquer lugar.
Os projetos que unem residência e complexo de entretenimento (incluindo resort, beach club e área gastronômica e de lazer) devem se espalhar por destinos secundários no Brasil e comprovar a tendência. “E é o residencial compartilhado que no final paga a conta”, disse Neto, que usou ainda o exemplo da comunidade de storyliving que a Disney está lançando na Califórnia, a Cotino, com residenciais, resort, lazer e entretenimento

6 – Storytelling mais que nunca
Contar uma história, envolver e engajar o visitante, emocionar… Mais que nunca parques e atrações precisam deixar o contemplativo, a atração seca, sem uma imagem bonita, o cenário árido e investir em beleza, histórias, contexto, backgrounds instagramáveis e uma ligação forte com o lugar e o perfil dos visitantes. Do toboágua ao parque itinerante, todos precisam ter uma boa história aliada à adrenalina ou ao percurso da atração.

PANROTAS / Victor Fernandes

Tobomusik no Beach Park (CE)

Tobomusik no Beach Park (CE)

7 – Storytelling nacional

E se o lugar é importante, se estar conectado com o destino é fundamental, ter conteúdo que fale diretamente ao visitante, investir em histórias originais ou em conteúdo nacional são ações que estão em alta. A fauna e os personagens brasileiros, a cultura de cada destino, a história que fala a cada visitante tornam o parque ou atração ainda mais relevantes para a experiência.

8 – Parcerias público-privadas
O envolvimento do BNDES e o acordar de prefeitos e governadores para a questão dos parques naturais mostram que essa união é decisiva para o sucesso dos novos empreendimentos. Se o governo não tiver um olhar para o Turismo como uma indústria estratégica de desenvolvimento, tudo será mais lento e mais difícil. O Ministério do Turismo, como mostrou Cinthia Marques no Sindepat Summit, tem um setor para orientar os players sobre investimentos e acesso a crédito. Há uma assessoria que pode facilitar e acelerar projetos e negócios. E a tendência é que isso se espalhe por Estados e municípios, com órgãos de fomento, medidas e leis (o Legislativo também precisa estar junto) que facilitem e incentivem o Turismo.

9 – Profissionalização do setor e players envolvidos
Há toda uma geração que aprendeu na prática e com pioneiros como Marcelo Gutglas, do Playcenter, Alain Baldacci, do Wet ‘n Wild, Renato Fensterseifer, do Alpen Park, entre tantos outros. E que hoje já são eles mesmos formadores de tantos profissionais. Mas há também todo um sistema de parques estruturado, com altos investimentos em técnica e segurança, além da presença de empresas internacionais no Brasil, que garantem uma profissionalização cada vez maior do setor e seus profissionais. Trabalhar com parques ou empreender nesse segmento não é mais uma aventura, um tiro no escuro. Há empresa sérias e consistentes, de todos os portes, que investem em conteúdo, tecnologia, rebranding, planos estratégicos, novas atrações, marketing, para que a experiência nos parques seja cada vez mais segura e inesquecível.

Rafael Cavalli/Divulgação

Skyglass Canela

Skyglass Canela

10 – Ousadia
Se ainda estamos engatinhando no setor de parques e atrações, essa é a hora de ousar. Uma tirolesa no Pão de Açúcar? Um teleférico em Foz do Iguaçu? Uma ponte de vidro em Canela? A maior imagem de Nossa Senhora de Aparecida no interior de São Paulo? Glamping nas Cataratas? Ouse, como fizeram os pioneiros ao construir atrações e parques que são referência até hoje.

11 – Atrações especializadas
Parques generalistas com atrações especializadas. Atrações nichadas uma ao lado da outra. Experiências únicas em locais isolados ou perto de polos de Turismo. As atrações não precisam mais ser para todo mundo e podem ser desenhadas para agradar nichos e públicos específicos. Gramado é um bom exemplo, com atrações para quem gosta de automóveis, ou de selfies, ou de aventura, e por aí vai. As famílias continuam sendo o centro das atenções de parques e atrações. Mas há espaço para as especializações.

12 – Experiências personalizadas
Somando-se à tendência anterior, reconhecer o visitante com personalizações (do nome dele em algum lugar ou produto à foto de sua visita, por exemplo) é fundamental em temos de redes sociais. A tecnologia permite isso (como nas pulseiras com RFID e apps que guardam as preferências de cada um e criam sugestões de roteiro exclusivas) e abre portas para uma experiência cada vez mais afinada com o perfil do visitante.

13 – Força das associações
As medidas provisórias e as ações conseguidas junto ao governo federal, todo o trabalho pelo setor em diversas frentes (da política à técnica), os eventos específicos, como o Sindepat Summit, o trabalho de comunicação e divulgação reforçaram, na pandemia e nessa retomada, o papel das associações, como o Sindepat. Quanto mais associados, quanto mais união, melhor para todos. As conquistas, como as MPs, são para todo o setor, mas é preciso não apenas dividir essa conta, esse investimento, mas também ouvir mais vozes, dividir mais conhecimento e ideias. E isso se dá no ambiente da associação de classe.

14 – Sustentabilidade
O tema já é obrigatório nas empresas e o público começa a escolher suas visitas a empreendimentos com políticas claras de ESG: sustentabilidade, diversidade e inclusão, com boas práticas visíveis a quem utiliza os espaços e atrações. O novo turista quer contribuir com as comunidades, com o planeta, com as minorias. E parques e atrações, além de fazerem desses temas uma política consistente, podem usar várias “bandeiras” para educar e divertir seu público.

15 – Em todo o Brasil
Rio de Janeiro, Gramado, Foz do Iguaçu, Interior de São Paulo. Os principais polos de parques e atrações atraem cada vez mais investimentos, evoluem como destinos e inspiram o crescimento por todo o Brasil. E investidores estão atrás dessas oportunidades fora dos grandes polos, para saírem na frente, ajudarem a desenvolver novas regiões, especialmente em um país tão grande e diverso. A modalidade residência + parques pode ajudar nisso, assim como as concessões de parques públicos e os incentivos oferecidos por governos locais ou até pelo governo federal. Descentralizar é bom para a indústria, para o País e para o turista, que terá uma rede de parques naturais, aquáticos e temáticos, além de atrações em diversos locais do País. As comunidades também agradecem.

 

 

Por Artur Luiz Andrade

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